GOIÁS: UM NOVO CENÁRIO AGRÍCOLA (PARTE 2)

O retrato atual do produtor ruralem Goiás, e porque não dizer no Brasil, é muito triste, e a expectativa não énada otimista, pois o Governo Federal não esboça nenhuma ação governamentalpara melhorar o câmbio ou para promover qualquer mudança significativa epositiva para a agricultura.

Comos custos da soja em torno de R$ 25,40 à saca, o milho em torno de R$ 16,00(fonte FAEG), o produtor goiano está sem muitas possibilidades de continuarplantando grãos, e consequentemente, está procurando novas alternativas, e aprincipal apresentada até o momento, é o cultivo da cana-de-açúcar.

Algumasregiões tradicionalmente grandes produtoras de grãos, como Vicentinópolis,Cristalina, Rio Verde e outras, onde antes existiam lavouras, o que se vê agoraé somente cana. Existe a expectativa de que outras regiões como Jussara,Britânia, Santa Fé de Goiás também entrem no mesmo caminho.

Osusineiros estão querendo mudas de cana-de-açúcar produzidas embaixo de pivôscentrais, e estão seduzindo os produtores com uma produtividade excelente e umbaixo custo de produção.

Ficasempre uma dúvida: como as empresas sucroalcooleiras podem garantir tantosempregos, se a mecanização nas lavouras de cana-de-açúcar é cada vez mais real?

Segundopesquisadores do IAC (Instituto Agronômico de Campinas), é possível que amecanização nas lavouras de cana-de-açúcar, alcance 80% dos canaviais nospróximos 10 anos. O que será feita damão-de-obra braçal que hoje é a responsável pela colheita da cana?

OBrasil, país tradicionalmente agropastoril, também têm sua economia atrelada aosegmento, e as grandes fábricas de máquinas agrícolas não poderiam ficar forada evolução do setor sucroalcoleiro. Cansados das dificuldades dos produtoresde grãos, que não estão mais investindo em máquinas, agora comemoram os bonsnegócios realizados por meio dos canaviais, e a expectativa de investimentos émuito grande, na casa dos milhões.

AMassey Ferguson, a Valtra, a Case New Holland e a John Deere, estão todasempenhadas no desenvolvimento de novas tecnologias e máquinas voltadas para osnegócios da cana-de-açúcar.

Parase ter uma idéia do crescimento do negócio sucroalcoleiro, o setor está esperandoum investimento de US$ 13 bilhões na construção e ampliação de usinas de álcoole açúcar, exigindo uma expansão dos atuais 6 milhões de hectares para 8,27milhões de hectares de canaviais.

A Agência Goiana do Meio Ambiente está em ritmo acelerado para analisar tantosestudos de impacto ambiental, das usinas que estão em fase de instalação noestado, e alguns dos municípios agraciados são: Quirinópolis, Vicentinópolis,Acreúna, Chapadão do Céu, e em cogitação: Piracanjuba ou Bela Vista de Goiás,Jussara, Cristalina, Goiatuba ou Joviânia, e muitos outros pelo estado.

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